julho 20, 2003

Caminhos e armazém de pneus preocupam populares de Caldelas

Alguns populares de Caldelas, em Amares, estão descontentes com o estado a que chegaram os caminhos públicos e preocupados com a existência de um depósito de pneus e óleos situado bem perto do Centro de Saúde e do Centro de Dia. Valdemar Oliveira e Abílio Oliveira foram os rostos visíveis do descontentamento que, asseguram, já deram conhecimento à Junta de Freguesia de Caldelas.



Os populares dizem que os caminhos públicos da freguesia são perigosos, tendo-se registado inclusive casos de carros atolados, pneus rebentados e algumas quedas de pessoas que tiveram mesmo de receber tratamento hospitalar. Segundo afirmam, o mau estado de algumas vias com piso irregular tem impossibilitado a passagem das ambulâncias com os doentes a terem de ser transportados em maca.


No que diz respeito aos caminhos, Abílio Oliveira apontou o caso de um caminho público no Lugar de Lamoso que se encontra fechado com rede de malha de aço que impede a passagem. «Sempre que quero passar deito as barreiras abaixo», referiu, adiantando que se as pessoas não passarem por ali «têm de dar uma volta muito grande». Segundo afirma, o caminho é frequentemente barrado pelo proprietário de uma vacaria que está situada mesmo ao lado.


Outra das situações que tem preocupado os habitantes de Caldelas é a existência de uma pequena estação de serviço, situada mesmo à entrada da freguesia e que tem armazenados várias dezenas de pneus. Além disso, alertam para o facto de existirem bidões onde é depositado óleo usado e que frequentemente desliza pela estrada abaixo passando pelo Centro de Saúde e Centro de Dia.


Os moradores acusam mesmo o proprietário da garagem de lavar os automóveis em plena via pública sem ter cuidados com os óleos. Contactado pelo Diário do Minho, o proprietário da estação de serviço garantiu que já alertou a Câmara de Amares para a necessidade de encontrar uma solução para os pneus. Luís Peixoto explicou que não tem condições financeiras para transportar os pneus para Aveiro ou Coimbra e defende que a solução mais barata era transportá-los para a Braval, na Póvoa de Lanhoso.


O proprietário da garagem disse ainda que está a cumprir todas as normas exigidas por lei. «Quando vim para cá, há seis anos, a Câmara obrigou-me a colocar um separados de hidrocarbonetos e estou a cumprir todas as normas». Para Luís Peixoto, a preocupação dos populares só pode ser vista como uma forma de «procurar conflito». «Isto é um meio pequeno, mas deve haver por aí coisas muito piores», notou.



Presidente da Junta diz-se atento



O presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, Alberto Oliveira, disse ao Diário do Minho que está a par do descontentamento da população tanto no que se refere aos caminhos como à garagem.


Quanto ao caminho no Lugar de Lamoso, Alberto Oliveira afirma que já contactou o proprietário do terreno para que seja possível proceder à limpeza e desimpedimento da via que garantiu ser pública. Contudo, o autarca referiu que aquele caminho não é muito frequentado e que por isso a junta tem acudido «outras necessidades mais urgentes».


Alberto Oliveira salientou que a Junta está atenta a todos os problemas mas nem sempre é possível o acordo com os proprietários dos terrenos que «não mostram disponibilidade em ajudar».


Por outro lado, o autarca refere que o orçamento da Junta de Freguesia não é suficiente para resolver todas as situações, adiantando que tem feito um esforço financeiro para fazer arranjos pontuais.


Mesmo assim, Alberto Oliveira tem alertado a Câmara de Amares para estas situações «porque é a única que tem competências para actuar». Foi assim, garante o autarca, que conseguiu a aprovação do projecto de beneficiação do Caminho Municipal nº 1228 que atravessa parte da freguesia.


Quanto à questão dos óleos e pneus, Alberto Oliveira afirma já contactou a Câmara de Amares para resolver a situação.

[20/07/2003 - 10:05] [in Diário do Minho]

Posted by as1617054 at 10:05 AM | Comentários: (2)